Helicobacter nos nossos pequenos mamíferos exóticos

Existem mais de vinte espécies de Helicobacter que podem infetar tanto o homem como vários dos nossos animais domésticos tradicionais, como o cão e o gato. No entanto, também os novos animais de estimação como os roedores e os furões podem ser infetados por esta bactéria.
Esta bactéria pode residir no estômago ou no intestino dos animais infetados. Os sinais clínicos mais frequentes são: anorexia, vómitos, dor abdominal e diarreia com presença ou não de melena. Como não existe nenhum sinal patognomónico, o diagnóstico é, muitas vezes, presuntivo. O hemograma pode revelar uma anemia regenerativa e microcitose.
O tratamento é feito com antibioterapia (amoxicilina e metronidazol), protetores gástricos como Sucralfato ou subsalicilato de bismuto e inibidores da bomba de protões (como Omeprazol).
Nos furões, quase 100% dos animais são infetados após o desmame. Em muitos indivíduos as infeções são assintomáticas, no entanto, em casos de imunossupressão ou stress, os animais podem desenvolver gastrite ou úlceras gastroduodenais. Animais que estejam constantemente enjaulados são mais propensos a desenvolver os sinais clínicos uma vez que os furões são bastante ativos e precisam de algumas horas de exercício diário.
