Ansiedade de separação

Ansiedade de Separação

O animal tem o seu maior pico nos 20 minutos imediatos ao tutor partir. Resulta em alterações físicas e comportamentais com origem na angústia causada pela separação física do animal com o tutor. Afeta principalmente cães jovens, mas também gatos e cães idosos associado à disfunção cognitiva. Os animais automutilam-se, fazem ptialismo, eliminação inapropriada, destruição do ambiente e vocalizam.

O animal persente a partida e altera o seu comportamento devido ao stress e ansiedade causados. Devemos então proteger o animal de si próprio e do ambiente, mas tendo cuidado com as barreiras físicas que impomos, de forma a não piorar a sintomatologia. A perda de um animal de companhia pode piorar o caso e a introdução de um novo não melhora a condição. A utilização de colar com citronela é ineficaz neste problema.

Devemos partir para treino de aprendizagem, realizando a rotina normal de abandonar a casa 2-5 vezes por dia, mas sem sair. Assim, o animal deixa de associar esta rotina ao abandono, uma vez que se quebra essa habituação. É importante ignorar o animal nos 15-30 minutos que antecedem a partida e apos a chegada. O animal deve ser treinado a esperar ao pé da porta, sendo recompensado com o cumprimento da ordem. Com o tempo, devemos aumentar a distância do animal, abrir e fechar a porta e, por fim, sair mesmo de casa e voltar a entrar imediatamente.

É importante que no curso do tratamento o animal tenha presença humana. É fundamental a utilização de tratamento farmacológico de antidepressivos tetracíclicos, amitriptilina e clomipramina, e inibidores seletivos da recaptação de serotonina, fluoxetina e sertralina. Atenção aos antidepressivos, uma vez que causam arritmias cardíacas. É aconselhada a realização previa do ECG. Estes fármacos aumentam os níveis de serotonina.

Bibliografia