Futuro preocupante para os botos

Futuro preocupante para os botos

 

 

Entre Janeiro e Junho de 2018, 27 botos foram encontrados mortos, valor muito superior aos registos de anos anteriores. Catarina Eira, coordenadora do projeto LIFE MarPro que se debruça sobre a conservação de espécies marinhas – nomeadamente do boto – relembra que os números serão certamente superiores, pois muitas mortes passam despercebidas. A extinção destes animais, já bastante ameaçados, parece estar cada vez mais próxima, sendo que dentro de 20 anos podem já não existir botos na costa portuguesa.
Estes cetáceos de natureza tímida tendem a aproximar-se muito da costa, o que os torna vítimas de captura acidental. A arte xávega parece ser a principal culpada, mas os investigadores não culpam os pescadores, pois sabem que a intenção deles não é capturar estes animais e que os mesmos se mostram empenhados na preservação da espécie. A instalação de alarmes pinger são uma fácil solução para afastar os botos das redes, mas estes aparelhos são bastante caros. Com o fim do projeto LIFE, deixaram de existir verbas para distribuição de pingers, o que dificulta a preservação desta espécie.
Essencial é também a criação de um Sítio de Importância Comunitária (SIC), entre a zona de Ovar e Leiria, onde há maior abundância de botos. Para já, com a falta de financiamento, resta apostar no resgate e reabilitação de animais vivos e recolha de botos arrojados para determinar a causa de morte.

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