Última esperança para o rinoceronte-branco-do-norte

Última esperança para o rinoceronte-branco-do-norte

 

A morte de Sudan, o último macho vivo da subespécie Ceratotherium simum cottoni, foi amplamente noticiada em março deste ano, pois o rinoceronte-branco-do-norte foi considerado oficialmente extinto. No entanto, a existência de duas fêmeas com as quais Sudan vivia no Quénia, Najin e Fatu, mantém ainda uma chama de esperança acesa.
O trabalho começou há alguns anos, tendo sido recolhidas amostras de esperma de quatros machos, um dos quais Sudan. Cientistas têm trabalho afincadamente com recurso às mais avançadas técnicas de reprodução assistida e investigação de células estaminais. No final de 2017 os cientistas conseguiram produzir embriões híbridos, com espermatozoides de rinoceronte-branco-do-norte. Dado existirem apenas duas fêmeas, os cientistas começaram por experimentar todo o procedimento em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que tem uma população mais estável. A extração de oócitos destas fêmeas permitiu a produção dos quatro embriões, cujo futuro é a implantação em “barrigas de aluguer”.
A curto prazo, os investigadores esperam poder recolher oócitos das fêmeas restantes da subespécie do norte, e assim conseguir a primeira cria pura. No entanto, os planos não param por aqui: os cientistas esperam conseguir originar células estaminais pluripotentes a partir de células somáticas da pele de rinoceronte. Com estas células estaminais pretendem originar gâmetas e, posteriormente, embriões. Esta técnica de ponta ainda se encontra em estudo, pelo que os seus resultados só serão visíveis a longo prazo.

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