Marfim perde protagonismo na China

Marfim perde protagonismo na China

 

No final de 2017 o marfim foi banido na China e desde então cada vez mais pessoas consciencializaram-se e afirmam não querer comprar marfim. Há nove meses que o comércio do marfim foi proibido, e de acordo com um estudo que foi realizado utilizando mais de 2000 pessoas na China pela entidade GlobeScan (uma firma que realiza inquéritos acerca da opinião pública, fundada pela World Wildlife Fund- WWF) chegou à conclusão que 72 porcento das pessoas não comprariam marfim. No ano anterior foi efetuado o mesmo inquérito com o resultado de que 50 porcento das pessoas comprariam marfim, antes de ter sido banido o comércio interno de marfim na China.
Acredita-se que onde ocorre o maior mercado de marfim ilegal será na China, sendo que até ao mês de Dezembro de 2017 era também o maior mercado de troca de marfim legal no mundo. Devido ao aumento da caça de elefantes e à pressão aumentada devido à morte de 30000 elefantes africanos por ano devido ao marfim, o Presidente Xi Jinping e o Presidente Barack Obama decidiram em 2015 que ambos os países que lideravam implementariam planos para banir e desta forma acabar com o comércio de marfim, que na altura se encontrava legalizado em ambos os países.
As noticias não têm apenas um lado positivo, e apesar do consumo ter diminuído desde Janeiro 2018, há um grupo de pessoas que que ficou mais interessado em comprar desde que o mesmo foi banido. As pessoas que têm acesso a viajar para países onde a compra não seja ilegal, têm trazido maior quantidade de marfim para o seu país. A Tailândia por exemplo, é um dos famosos destinos onde habitantes da China recorrem à compra de marfim. A WWF vai lançar um projeto durante a semana de 1 a 8 de Outubro, na qual vai enviar uma mensagem aos turistas a relembrar da proibição e para viajarem “ivory free”.
Foram efetuadas várias visitas por parte das autoridades, juntamente com a equipa da TRAFFIC, um ramo da WWF que está encarregue do comércio de vida selvagem, às lojas que tinham licença de venda de marfim de forma a controlar e de 71 lojas 17 fecharam e as restantes 54 já não têm marfim em exposição para venda.
O mais importante neste momento será consciencializar a população de que a compra e venda de marfim neste momento foi banida na China, para que haja uma redução mesmo no mercado ilegal. Ainda é muito cedo para dizer se esta lei já conseguiu decrescer o número de elefantes mortos devido ao marfim, mas o objetivo é que os 30000 desçam substancialmente.

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