World Health Organization aprova Medicina Chinesa

David Cyranoski, escritor da revista Nature, publicou uma notícia na qual refere que a World Health Organization vai pela primeira vez apoiar um sistema denominado de medicina tradicional Chinesa. Apesar do regulador de fármacos da China receber mais de 230,000 relatórios anualmente acerca de efeitos secundários relativos às práticas da medicina tradicional Chinesa, a WHO decidiu incluir esta como um conjunto de práticas médicas, aceitando as mesmas perante a comunidade científica como prática de medicina.
Mas em que medida isto se relaciona com animais ou medicina veterinária? A medicina tradicional chinesa defende que elixir contendo presa de rinoceronte confere força e virilidade. Isto origina um aumento da caça furtiva intensa de rinocerontes em África com o único propósito de lhes serem removidas as presas. Matam os animais, removem o chifre e deixam o mesmo onde o abateram, sendo fácil contabilizar para que é que foram assassinados. Por vezes o chifre é removido com os animais ainda vivos, ficando com uma ferida aberta que na maior parte dos casos leva a infeção e morte.
A medicina tradicional chinesa também defende que a bílis dos ursos pretos, Ursus americanus, tem propriedades curativas, levando à criação de “fábricas” de ursos, nos quais são inseridos tubos no interior da vesícula biliar para que seja feita a colheita da mesma. Os animais encontram-se em jaulas nas quais não se conseguem sequer virar e o tubo colocado é permanente, sendo uma via aberta para bactérias, podendo levar à morte dos animais.
Também ocorre a caça furtiva a tigres, pois dizem que se os ossos, garras e genitais dos mesmos forem consumidos conferem virilidade. Esta caça está a levar a que estes animais se encontrem praticamente extintos na natureza na Ásia.
