Os cães de Chernobyl

Os cães de Chernobyl

 

Após trinta e dois anos da explosão nuclear de Chernobyl, centenas de animais deixados ao abandono continuam a viver na zona de exclusão.
A Clean Futures Fund (CFF) é uma organização sem fins lucrativos, localizada nos Estados Unidos da América, criada para prestar apoio a comunidades afetadas por acidentes industriais de longo prazo. Esta organização estima que cerca de mil cães vadios continuem a viver nas ruas de Chernobyl. Eles são os descendentes dos animais domésticos deixados pelos seus donos, quando tiveram que evacuar a região depois do desastre, visto que não foi permitido que nenhum animal de estimação fosse levado.
O programa “Cães de Chernobyl” começou a 3 de junho de 2017 e já conseguiu angariar quarenta mil dólares em doações. Tem como objetivo esterilizar, castrar e vacinar os cães vadios, de modo a impedir a sua reprodução e a propagação de Raiva. Desde o início do programa já foram esterilizados e vacinados mais de oitocentos e cinquenta animais desta zona de exclusão.
A fundação tem procurado famílias norte-americanas para duzentos cães (até um ano de idade), tendo recebido cerca de trezentas respostas em pouco tempo. Os candidatos para a adoção devem preencher um formulário on-line e passar por uma série de entrevistas e por uma inspeção residencial.
Para os cães adultos, para os quais uma mudança seria muito mais “stressante”, a CFF prevê criar um santuário com cerca de trinta e cinco a cinquenta hectares e um programa de alimentação durante todo o ano.
Foi criado um hospital para cães em Chernobyl, onde são realizados exames médicos e se faz uma verificação da taxa de radioatividade. Se esta for muito elevada, é realizada uma descontaminação, ou seja: o animal é lavado, tratado com desinfetantes especiais, e é cortado o pelo. “Quando o tratamento termina, o animal fica tão limpo quanto qualquer outro”. Posteriormente, são transferidos para um abrigo, em Slavoutitch, para serem tratados durante quatro a seis semanas, antes de irem para as novas famílias.
A CFF garante que “não há risco de radiação relacionado com estes animais”, que “estão livres de contaminação antes de serem resgatados da zona”. Além de cães, a CFF também ajuda gatos e animais feridos.

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