Cor da pelagem pode ter impacto na longevidade do cão?

No Reino Unido, a longevidade média de um labrador de pelagem não chocolate é de cerca de 12,1 anos, sendo esta cerca de 10% mais alta que a expetativa de vida de Labradores de pelagem chocolate. Sabe-se também que a prevalência de otite externa é o dobro em Labradores chocolate e que estes também apresentam quatro vezes maior probabilidade de vir a desenvolver dermatite pio-traumática que as restantes pelagens.
O autor principal deste estudo, o professor Paul McGreevy da Universidade de Ciência, refere que os resultados foram uma surpresa para os investigadores. Contudo, estas conclusões podem não se refletir na população australiana de Labradores. O investigador afirma também que a relação entre a pelagem e o aparecimento de certas doenças reflete as desvantagens de reproduzir cercas pigmentações. Sabendo que a pelagem chocolate é recessiva em cães, ambos os progenitores deverão ser da pelagem chocolate. Isto poderá resultar num aumento da consanguinidade, o que origina um aumento proporção de genes relacionados com patologias auditivas e dérmicas. As principais afeções encontradas em indivíduos da raça Labrador foram otites, obesidade e afeções articulares.
Fonte: Paul D. McGreevy, Bethany J. Wilson, Caroline S. Mansfield, Dave C. Brodbelt, David B. Church, Navneet Dhand, Ricardo J. Soares Magalhães, Dan G. O’Neill. Labrador retrievers under primary veterinary care in the UK: demography, mortality and disorders. Canine Genetics and Epidemiology, 2018; 5 (1) DOI: 10.1186/s40575-018-0064-x
