Enfermagem Veterinária: A minha experiência enquanto estagiária em patologia

Enfermagem Veterinária: A minha experiência enquanto estagiária em patologia

 

Olá a todos os que se encontram a ler este texto!
Espero que o mesmo possa ser do vosso agrado e tudo farei para que esta leitura vos
enriqueça!
Eu sou a Lígia, um membro novo do Improve Ambassador, e hoje vou contar-te a
minha mais recente experiência enquanto estagiária de enfermagem veterinária. Estou
a partilhar esta experiência para que possas ver que todos os sonhos são possíveis de
concretizar, mesmo quando as probabilidades de sucesso parecem estar
reduzidas. Eu estive neste mesmo ano a estagiar em patologia veterinária num
instituto nacional de Investigação e posso dizer-te que foram muitos os desafios que
tive de ultrapassar. Tive de lidar com o facto de os patologistas acharem que eu não ia
dar conta do recado, com colegas de trabalho menos simpáticos para os quais até o
cabelo curto era sinónimo de problemas de género, com cenários laborais totalmente
novos e muitas outras coisas. Não foi um percurso fácil, mas foi um percurso do
qual me orgulho muito. Sinto que consegui mostrar que os enfermeiros veterinários
também estão aptos para realizarem necropsias e interpretarem as lesões
macroscópicas e histológicas, e que com esforço e dedicação tudo se consegue e tudo
se aprende. Acreditem, nunca coloquem o vosso valor em causa, porque ninguém
nasce patologista, veterinário, astronauta… Todos passam pelo processo de
aprendizagem em que este pode ser mais demorado ou mais curto, ter mais ou menos
desafios, mas todos precisam dele e é algo que é contínuo e que nunca deve ser
descurado. Durante estes 7 meses de estágio realizei diversas atividades, fiz mais de
100 necrópsias a animais domésticos e selvagens das mais variadas espécies, lidei com
animais vitimados por mortes violentíssimas e com mão criminosa, andei por várias
explorações agrícolas a auxiliar na recolha de fezes para um estudo de E.coli em
bovinos de leite, acompanhei um projeto de estudo sobre perdizes vermelhas, aprendi
o processamento dos exames histológicos e bacteriológicos, auxiliei nas limpezas de
material e sala de necropsias, fiz um estudo maioritariamente retrospetivo sobre
causas de mortalidade neonatal em canídeos, que foi o meu tema de estágio final de
licenciatura e apesar dos contratempos, fiquei com o sentimento de dever cumprido.
Nunca me deixei abater pelos comentários reprovadores e até mesmo ignorantes de
pessoas frustradas, nunca baixei os braços, nunca recusei um desafio, foram vários os
livros e os artigos lidos e foi sem dúvida um trabalho do qual me orgulho muito e que
foi desenvolvido com a ajuda da minha orientadora de estágio, que foi e será sempre
das pessoas de quem eu mais gostarei e terei todo o orgulho e carinho.
O conselho que vos deixo é que arrisquem sempre!! Não tenham medo, não baixem os
braços, abracem os desafios, lutem e sobretudo acreditem em vocês pois com
dedicação tudo é possível!!