Resistências aos Anti-helmínticos em Equinos

Os equinos estão expostos a uma grande variedade de nematodes gastrointestinais. Animais que pastam em pastagens muito contaminadas e que não seguem um protocolo efetivo contra helmintes podem acumular um grande número de vermes, o que terá graves repercussões na saúde do animal. Os nematodes mais prevalentes em equinos são Cyasthostominae, Strongylus vulgaris e Parascaris equorum, mais comum em poldros. O sinal clínico mais relevante é a cólica, verifica-se inflamação e edema da mucosa intestinal e isquemia de algumas porções do intestino, visto que alguns destes para sitas podem provocar trombo-embolismos. Para além, disso pode haver rutura da parede do intestino e originar uma peritonite.
Nos últimos 40 anos, os anti-helmínticos têm sido aplicados de forma indiscriminada para combater os nematodes. Os programas de controlo ajudaram a reduzir o número de infeções por Strongylodae, mas favoreceram o aumento das resistências. Por este motivo é necessário encontrar novos métodos para o controlo dos nematodes e para que se possa reduzir a frequência de administração de anti-helmínticos de forma preservar a sua eficácia.
Para este efeito, temos de apostar numa boa técnica de diagnóstico. O ideal será fazer um exame coprológico, pois nas fezes do animal podemos detetar e quantificar ovos de nematodes, e, posteriormente, adaptar o tratamento à espécie em questão. Também é necessário avaliar quais os fármacos que apresentam maiores resistências e quais os nematodes são resistentes a esses.
Acima de tudo, o mais importante seria apostar em medidas de controlo ambientais como: manter o animal estabulado quando for realizado o tratamento, remover periodicamente as fezes dos pastos, não colocar o alimento no chão, evitar zonas de água parada e estabelecer um plano de rotação dos pastos.
Matthews, J. B. (2014) ‘International Journal for Parasitology : Drugs and Drug Resistance Anthelmintic resistance in equine nematodes’, International Journal for Parasitology: Drugs and Drug Resistance. Australian Society for Parasitology, 4(3), pp. 310–315. doi: 10.1016/j.ijpddr.2014.10.003.
