Como sociabilizar o teu cão durante a COVID-19

Como sociabilizar o teu cão durante a COVID-19

 

O distanciamento social é um desafio para os tutores, que devem continuar a proporcionar novas experiências e interações sociais aos seus cães, apesar das evidentes restrições impostas em todo o mundo. A situação pandémica aumentou ainda o afluxo à adoção de cães por parte de pessoas que procuram companhia num animal de estimação. Não se pode, contudo, esquecer que a sociabilização com outros animais e pessoas, assim como a estimulação dada por espaços e atividades diferentes, são fundamentais para uma tutoria responsável.
 
Neste sentido, a American Veterinary Medical Association (AVMA), dá alguns conselhos aos tutores para que, sem desrespeitar as recomendações de distanciamento social, seja permitido aos cães manter o seu normal comportamento.
 
É aconselhado que os passeios prossigam, de forma a que se mantenha a exposição à variedade de estímulos à qual o animal estava acostumado. No entanto, deve ser mantido o distanciamento social em relação a outros cães e tutores durante os passeios. Como fontes de introdução de novos estímulos podem, dentro de casa, ser disponibilizados novos objetos e brinquedos ou, para os cães que estão habituados a viajar de carro, ser-lhes proporcionados passeios curtos e consistentes, sem que se incorra em perigo de contágio.
 
Relativamente aos animais que foram adotados nesta fase, não se deve descurar a preparação para visitas futuras ao veterinário, habituando os animais às suas caixas transportadoras, se assim se justificar, e acostumando-os ao toque e à manipulação humana.
 
O ponto fundamental para prevenir alterações comportamentais indesejadas assenta sobre a manutenção de uma rotina diária, dentro do possível, o mais semelhante à que existia anteriormente à COVID-19, para que a transição futura para a vida normal seja, também ela, o mais harmoniosa possível. Sempre que a prevenção não revele ser suficiente e seja notado qualquer tipo de alteração comportamental como agressividade ou medo, deve ser consultado um médico veterinário, uma vez que estas alterações tanto podem ser consequência da mudança de estilo de vida, como ter uma condição médica subjacente.