Biópsia. Como é realizada?

Biópsia. Como é realizada?

 

A biópsia consiste na recolha de uma amostra de tecido para essa amostra poder ser individualizada e sofrer uma análise microscópica detalhada.
 
A biópsia é normalmente utilizada quando outros testes de diagnóstico já foram previamente realizados e, mesmo assim, possa haver dúvidas no diagnóstico.
 
É um exame diagnóstico cujo objetivo é saber se nessa amostra há presença de cancro, outras doenças ou não. Assim, graças a esta técnica, é possível determinar o que aflige os cães e proceder a um tratamento subsequente ou intervenção cirúrgica.
 
 
ANTES DA BIÓPSIA
 
No início de uma consulta, é realizado um exame físico e é perguntado a história progressa do animal onde o tutor deve incluir a idade do paciente, informações sobre o início do problema, os tratamentos que foram praticados e sua eficácia.
 
Para além do exame físico, podem ser realizados outros exames complementares dependendo do que o Médico Veterinário achar melhor para cada paciente. Estes exames complementares são: exames de sangue, raios-x, ultrassonografias, tomogramas, entre outros que podem ser realizados.
 
Os resultados desses testes podem levar à necessidade de realizar uma biópsia para obter um diagnóstico definitivo. Essa situação ocorre principalmente no caso de o médico suspeitar de neoplasias.
 
Existem diferentes tipos de biópsias dependendo dos critérios que usamos para classificá-las. Os mais conhecidos são:

  • Se a biópsia apenas incidir sobre uma pequena amostra de tecido, uma biópsia de tipo incisional pode ser realizada.
  • Quando a remoção de um tumor na sua totalidade é necessário, a técnica é chamada de biópsia excisional. Nesta técnica as margens do que se pretende remover também são removidas.
  • Uma das biópsias mais frequentes em caninos é a da pele. Este procedimento é bastante simples, não é invasivo e envolve muito pouco risco para o animal.
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    HÁ ALGUM TRATAMENTO QUE DEVA SER SUSPENSO PARA A REALIZAÇÃO DE UMA BIÓPSIA?
     
    Sim. Todos os tipos de corticoterapia devem ser suspensos durante, pelo menos, três semanas antes da realização da biópsia, sob pena de alterar completamente as características e a intensidade da resposta inflamatória, inviabilizando o diagnóstico.
     
     
    COMO REALIZAR UMA BIÓPSIA CANINA
     
    A pele deve ser preparada de maneira a não alterar as condições em que o tecido se encontra, neste sentido não deve ser desinfetada, nem mesmo com álcool. Numa biópsia de pele, deve se realizar a tricotomia com muito cuidado e sem cortar o pelo muito rente.
     
    O local da biópsia pode ser marcado com caneta de feltro de forma a não haver confusão entre a zona anestesiada e aquela onde se vai cortar a pele.
     
    Para anestesia local recorre-se habitualmente à lidocaína a 2%. A melhor forma de introduzir o anestésico é em torno da lesão, começando pela zona mais próxima da coluna vertebral, atendendo à disposição radial dos nervos sensitivos a partir da medula espinhal.
     
     
    MANIPULAÇÃO DE AMOSTRAS
     
    A manipulação de todas as amostras deve ser muito cuidadosa para obter a melhor avaliação laboratorial possível.
     
    A amostra deve ser manuseada o mínimo possível e com extrema delicadeza até que seja colocada no líquido de fixação. O volume desse líquido, geralmente formalina diluída a 10%, deve ser adequado.
     
    Normalmente, recomenda-se uma quantidade de líquido equivalente a 10 vezes o volume da amostra.
     
     
    Bibliografia
     
    http://www.fmv.ulisboa.pt/spcv/edicao/congresso/31.pdf [Acesso em 23.07.2021].
    https://meusanimais.com.br/biopsia-canina-como-e-feita/ [Acesso em 24.07.2021].