Ozonoterapia em dermatologia

Ozonoterapia em dermatologia

 

O ozono foi descoberto no século XIX sendo uma molécula composta por 3 átomos de oxigênio. Tem a capacidade de oxidar compostos orgânicos e possui um tempo de semivida de 40 min – 20ºC e de 140 min – 0ºC. O uso deste gás provém do tratamento de infeções de feridas e algumas outras patologias na Primeira Guerra Mundial.

Esta molécula atua degradando a integridade de membranas bacterianas pela oxidação dos fosfolipídios e lipoproteínas, inibindo o crescimento celular dos fungos e impedindo a propagação viral, destruindo o envelope lipídico dos vírus. Devido a estes e outros mecanismos o ozono não permite o desenvolvimento de resistências dos microrganismos.

O mecanismo de ação depende da dose e da via pela qual é veiculado.

A aplicação tópica do ozono revelou ter efeitos bactericidas, anti-inflamatórios e hemodinâmicos. Cada vez mais usam-se produtos que contenham ozono (óleos ozonizados, pomadas dermatológicas com ozono, lavagens com soro fisiológico ozonizado ou “Bagging” que basicamente é a aplicação do soro diretamente na pele).

As contraindicações do uso do ozono são quando este é usado em administrações sistémicas em que se pode associar o uso do ozono com o aparecimento de algumas patologias, como o hipertiroidismo, trombocitopenia ou anemia.

O uso desta nova terapia diminui o tempo de cicatrização das lesões e a necessidade de tratamentos adjuvantes, como o uso de anti-inflamatórios. São tratamentos confortáveis para o animal, mas que requerem bastante biossegurança e cumprimento de regras de segurança por parte do médico veterinário.