Febre do leite ou síndrome da vaca caída

Febre do leite ou síndrome da vaca caída

 

A hipocalcemia é uma patologia que normalmente ocorre em vacas leiteiras, sobretudo por causa da quantidade de cálcio do leite. E do ponto de vista hormonal no início da lactação a vaca não tem cálcio suficiente. Desta forma, o animal recorre à paratormona na paratiróide.

Esta faz com que haja reabsorção do cálcio a partir dos ossos, o que gera um maior aproveitamento do cálcio a nível renal e influencia a vitamina D que aumenta a reabsorção do cálcio a nível intestinal.

A patologia pode aparecer com sinais clínicos evidentes, como o animal não se levantar e estar com fraqueza, isto porque o cálcio é necessário para que haja contração muscular. Ou pode aparecer de forma subclínica em que não há sinais clínicos e é extremamente difícil detetar.

Existem várias estratégias para a prevenção da hipocalcemia: pode-se ministrar numa dieta pré parto níveis de cálcio reduzidos para que haja a estimulação da paratormona, ou utilizar sais aniónicos para induzir a acidose em animais acidificantes ou administrar vitamina D cerca de 48h antes do parto.

Para além da fraqueza muscular evidente o animal fica sem conseguir eructar ficando com gás (metano) nos compartimentos gástricos, nomeadamente no rúmen. Ao mesmo tempo que tem dificuldades em urinar e defecar.

Estudos indicam que, em Portugal, a região Autónoma dos Açores é onde esta doença tem mais prevalência devido à alimentação ser mais baseada em pastoreio e dos solos serem vulcânicos (menor quantidade de cálcio).