Transplantes de memória tornam-se realidade

Caracóis marinhos da espécie Aplysia californica foram treinados pelos investigadores a assumirem uma resposta defensiva após serem estimulados com pequenos choques elétricos na cauda. Os cientistas observaram que os caracóis treinados contraíam o corpo durante mais tempo (cerca de 50 segundos) do que os caracóis não treinados (contração de cerca de 1 segundo).
Os cientistas extraíram depois RNA do sistema nervoso dos caracóis treinados, transferindo-o para caracóis não treinados. Estes passaram a contrair o corpo durante cerca de 40 segundos, tempo semelhante aos caracóis dos quais receberam RNA.
Esta investigação vem contrariar a crença de que a memória é armazenada nas sinapses nervosas. O professor David Glanzman defende então que as memórias deverão, provavelmente, estar armazenadas no núcleo dos neurónios.
O sistema nervoso dos caracóis marinhos funciona de forma muito semelhante, apesar de terem uma quantidade substancialmente menor de neurónios no sistema nervoso central. Esta descoberta abre então portas para a compreensão de doenças relacionadas com a memória, como Stress Pós-Traumático e a doença de Alzheimer.
Sabe mais em: http://cnnespanol.cnn.com/2018/05/18/trasplante-memoria-caracoles-ucla-cientificos-recuerdo-trastornos
Sabe mais em: http://www.bbc.com/news/science-environment-44111476
