Belugas adotam Narval

No rio de St. Lawrence, em Ontario, um grupo de belugas adotou um narval que já foi avistado nesta zona em 3 anos consecutivos. Estes animais são originais do Ártico, sendo que este indivíduo se encontra a mais de 1,000 quilômetros a Sul do seu habitat natural. Em todas as suas visualizações, foi registado que se encontrava na presença de um grupo belugas, aparentando que foi adotado pelas mesmas. Pensa-se que é um macho juvenil devido ao tamanho da sua presa que tem um comprimento de 50 centímetros. O grupo GREMM e o Beluga St. Lawrence Project concluíram que captaram imagens do mesmo animal, pois compararam as marcações de pigmentação que este apresenta e eram sempre as mesmas. As interações do narval com as restantes belugas aparentam ser idênticas àquelas entre belugas, sugerindo que este foi aceite como parte integral do grupo. Os narvals são originais do Ártico, incluindo os arredores do Canadá, Noruega, Gronelândia, e Rússia. Normalmente não se afastam do seu habitat. Em 2003 houve um registo de avistamento em St. Lawrence, mas para além deste não existem mais registos. O seu comportamento era muito idêntico ao das belugas sendo que libertava bolhas de vez em quando da mesma forma que estas. Foram avistados três vezes durante o ano, à exceção da época de inverno, pois o gelo à superfície da água não permite que os barcos de investigação percorram os seus trajetos. Ainda não deram nome ao narval pois não é costume dar nome a animais de espécies que não são comuns na zona, porque nunca e sabe quando vão desaparecer. OS especialistas referem que não é de todo incomum que baleias juvenis vagueiem e que acabem em habitats que lhes são estranho. Há registos de observação de belugas em Nova Jérsia e Nova Escócia. Tentam relacionar-se com barcos e pessoas quando não encontram indivíduos da sua espécie. Kristin Laidre, que se dedica ao estudo de mamíferos marinhos do ártico há mais de duas décadas, refere que a surpreendeu que estas duas espécies se estivessem a relacionar tão bem. Os narvals são bons mergulhadores e caçam nas profundezas, localizando-se em zonas nas quais a água se encontra coberta de gelo com uma camada espessa no inverno. As belugas preferem águas pouco profundas e costais, com pouco gelo nadando à superfície. Ambas são muito sociáveis.
