Inchaço Gástrico ou Dilatação Volvo Gástrica?

Inchaço Gástrico ou Dilatação Volvo Gástrica?

 

Dilatação volvo gástrica (DVG) é uma emergência em cães que necessita de uma cirurgia imediata. Esta condição tem sido, ao longo do tempo, muito estudada sendo que tópicos como a predisposição racial, fatores de risco, análise da composição do gás estomacal e análises genéticas têm sido abordados.
O inchaço gástrico provocado por uma grande refeição apresenta diversos sinais clínicos semelhantes aos da DVG, no entanto, este assunto ainda não está bem descrito na literatura, embora seja muito comum.
Numa publicação da revista “Vet Record” foi apresentado um estudo retrospetivo sobre cães com dilatação gástrica. Neste estudo, foi descoberto que doentes com inchaço abdominal proveniente de uma grande refeição, o grau de dilatação não se encontrou associado com o aumento da concentração de lactato sanguíneo, ao contrário do que acontecia com doentes com DVG. Segundo estes resultados, os autores sugeriram que uma dilatação provocada por um grande aporte de alimentos não compromete a entrega de oxigénio aos tecidos, ao contrário do que ocorre na DVG.
Estas duas condições anteriormente faladas, como já referido anteriormente, apresentam diversas semelhanças, tais como: predisposição para raças grandes (pastor alemão, labradores, etc.), ocorrência de inchaço abdominal e presença de taquipneia e taquicardia, sendo esta última mais acentuada na DVG. É também importante referir que ambas as condições não podem ser diferenciadas através de uma análise sanguínea, para diagnóstico é necessário recorrer a uma radiografia abdominal lateral.
Neste estudo o tratamento para o inchaço gástrico não foi uniforme, a uns cães foi provocada a emese e a outros sujeitos a uma lavagem gástrica.
É certo que o inchaço gástrico devido a um excesso de alimentos numa só refeição pode levar a uma DVG, no entanto, neste estudo, tal facto não é comprovado.
Para ambas as condições, a prevenção é uma medida vantajosa a ser adotada. Se tem um animal com uma grande predisposição para estas condições deverá tomar certas medidas, tais como: alimentar o seu cão mais vezes ao dia e em menores porções, evitar o exercício físico após as refeições e evitar que este coma de forma muito rápida.

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