Cães medrosos têm sinais metabólicos diferenciados?

Cães medrosos têm sinais metabólicos diferenciados?

 

O medo e a ansiedade de separação são alguns dos problemas comportamentais mais comuns dos cães. Estes problemas surgem como combinação de inúmeros fatores, mas investigadores da Universidade de Helsínquia procuraram descobrir bio marcadores que permitam “prever” e diagnosticar melhor estas perturbações.
Neste estudo da Universidade de Helsínquia foram utilizados 20 cães considerados “medrosos” e 21 “não medrosos” da raça Pastor Alemão e Dogue Alemão. Foram posteriormente analisadas amostras de sangue e quantificados diferentes parâmetros bioquímicos.
Os cães “medrosos” possuíam níveis mais elevados de glutamina, um importante aminoácido precursor do glutamato, um neurotransmissor identificado anteriormente como tendo um papel preponderante em distúrbios comportamentais. Estas alterações dos níveis de glutamina poderão estar relacionados com o stress crónico associado ao medo.
Os níveis de SDMA, importante marcador de função renal, também se mostraram diferentes entre os dois grupos. No entanto, neste caso, apenas os cães “medrosos” de raça Dogue Alemão apresentavam valores mais elevados. Na raça Pastor Alemão não pareceu existir influência comportamental nos níveis de SDMA.
Apesar da amostra deste estudo ter sido sujeita a um controlo rigoroso, o reduzido número de animais utilizado não permite auferir grandes conclusões. No entanto, abre a porta para novos estudos, que permitam identificar biomarcadores e assim ajudar os animais e os donos a ultrapassar estes problemas.

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