Aquecimento Global aumenta Feminização das tartarugas

Aquecimento Global aumenta Feminização das tartarugas

 

A revista Global Change Biology publicou antes do final do ano um estudo intrigante: as mudanças climáticas estão a alterar as tartarugas verdes na Guiné-Bissau e a tornar as suas populações mais feminizadas.
Os valores normais apontam para que 52% de todas as crias de tartarugas verdes fossem do sexo feminino. No entanto esta nova pesquisa sugere alterações à medida que ocorrem mudanças climáticas. É de supor que até ao final do século 93% das crias deste animal sejam fêmeas.
Esta estimativa foi calculada para as populações da Guiné-Bissau, na África Ocidental, mas os pesquisadores acreditam que estas alterações ocorrerão de forma generalizada no globo.
Além da feminização dos ovos, é de esperar também um aumento da mortalidade dos mesmos em condições térmicas maiores e uma diminuição dos locais de nidificação (consequência do aumento do nível do mar).
Apesar das mudanças dramáticas previstas neste estudo, os autores acreditam que as tartarugas verdes da Guiné-Bissau sejam capazes de novas adaptações, ainda não previstas, até ao final do século.

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