Extinção e introdução espécies exóticas – qual a relação?

Extinção e introdução espécies exóticas – qual a relação?

 

De acordo com uma nova pesquisa, descrita na revista Frontiers in Ecology and the Environment no início do mês de Março, as espécies exóticas são a maior causa de extinções de animais e plantas desde 1500.
Neste estudo, cientistas da Universidade de Londres analisaram dados relacionados com 953 extinções globais listadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
Este estudo demonstrou que 300 extinções foram, pelo menos em parte, culpadas pelo fim de espécies, e destas 300, as espécies exóticas foram as únicas responsáveis em 42% das extinções (126 extinções). As espécies nativas apenas se encontravam ligadas a uma pequena percentagem de extinções.
Este panorama aponta para que a origem biogeográfica de uma espécie seja importante para os seus próprios impactos, sendo que a invasão por uma espécie exótica pode ser o suficiente para a extinção de espécies nativas.
A título de exemplo, ratos e gatos selvagens – que muitas vezes são introduzidos acidentalmente em ambientes insulares – foram especialmente destrutivos para ecossistemas frágeis e isolados. Na Austrália, gatos e raposas selvagens são também responsáveis por várias extinções.
As plantas introduzidas, sejam plantações de árvores ou plantas ornamentais, também podem rapidamente superar as espécies nativas ou disseminar doenças para a flora local.
O segundo maior impulsionador de extinções é o uso de recursos biológicos, caça e colheita, que é pelo menos parcialmente responsável por 18% de todas as extinções.

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