Primeiro híbrido entre humano e macaco

Investigadores espanhóis na China (para evitar obstáculos legais) criaram embriões através da injeção de células mesenquimatosas humanas, capazes de criar qualquer tipo de tecido num embrião de macaco, formando assim uma quimera.
A quimera foi modificada geneticamente para desativar genes que controlam o crescimento de órgãos, e foram implantados mecanismos para que, se as células humanas migrassem para o cérebro, elas se autodestruíam e não fossem capazes de formar neurónios humanos – logo o animal não teria consciência. O mesmo se passaria caso as mesmas células se transformassem em espermatozoides.
Para evitar problemas éticos, a comunidade científica tradicionalmente estabeleceu uma linha vermelha de 14 dias de gestação. Após esse período os embriões deverão ser destruídos, que foi o que aconteceu com este exemplo.
Anteriormente, em 2017, os cientistas também tentaram criar uma quimera com embriões de porcos e células-tronco humanas, mas sem sucesso. O embrião não se desenvolveu.
A primeira equipa científica a criar quimeras de rato e rato-doméstico, em 2010, foi a do biólogo japonês Hiromitsu Nakauchi, da Universidade de Stanford. Em 2017, a sua equipa gerou um pâncreas de rato-doméstico dentro de ratos e demonstrou que as células revertiam a diabetes ao serem transplantadas para ratos com essa doença.
