Como se acende a “Lâmpada” do Tamboril?

Como se acende a “Lâmpada” do Tamboril?

 

A maioria dos tamboris do sexo feminino possui uma estrutura típica, alongada, que se estende a partir do topo da cabeça; no final desta estrutura encontra-se um órgão luminescente. Um estudo publicado na revista Science, no presente mês, vem afirmar que esta estrutura luminescente é acesa por bactérias bioluminescentes.
Embora estas sejam originárias do oceano, não são capazes de subsistir por si próprias: precisam de relações simbióticas com estes peixes.
O intuito do estudo descrito foi, mais do que a identificação destas bactérias, conhecer o modo como o tamboril adquire esta bactéria única.
Para o estudo, foram coletadas sete espécies de seis famílias diferentes de tamboril. Os cientistas pesquisaram o ADN dos peixes, bem como o das bactérias dentro das suas “lâmpadas”. Seis dos peixes compartilhavam a mesma espécie de bactérias bioluminescentes, enquanto o sétimo apresentava uma espécie de bactéria especializada. Embora as seis espécies de tamboril com a mesma bactéria tenham sido capturadas em partes díspares do mundo, o ADN de seus simbiontes era 99% idêntico.
Os simbiontes são geralmente transmitidos dos pais para os filhos pelo que, como resultado, as bactérias e o hospedeiro compartilham uma linhagem evolutiva única – uma história genética que pode ser encontrada no seu ADN em evolução.
Para que isto ocorra, os cientistas supõem que o tamboril vomita algumas bactérias no oceano para manter uma população comum, que as gerações futuras podem usar para colonizar as suas estruturas luminescentes.

 

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