24/7 em vigia dos cavalos marinhos

Em 2020 serão criadas duas áreas para proteção dos cavalos-marinhos da Ria Formosa, no Algarve, cujo controlo poderá vir a ser feito por videovigilância. Segundo o diretor regional do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), os locais para a instalação dos dois primeiros refúgios de cavalos-marinhos, onde será interditada a navegabilidade e qualquer atividade humana, “já estão georreferenciados”, sendo um dos locais junto ao aeroporto de Faro e o outro no lado nascente da ilha da Culatra.
Ainda estão a ser aguardados orçamentos para que todo este projeto seja realizável. No entanto, o diretor do ICNF no Algarve afirmou estar a trabalhar para que o processo possa estar terminado “no primeiro trimestre de 2020”.
O capitão do Porto de Olhão, André Cardoso de Morais, refere que a delimitação das zonas de proteção é benéfica já que “sinaliza os refúgios”, levando a que as pessoas “pensem duas vezes antes de lá entrarem”. Contudo, acredita que haverão “sempre prevaricadores”, embora concorde com a facto de a sinalização ser uma medida dissuasora, tornando a vigilância “mais eficaz”, ainda mais se existir videovigilância.
Em 2001, um estudo revelou que a Ria Formosa era a zona de maior densidade de cavalos-marinhos do mundo, mas um novo estudo realizado em 2018 apontou para um decréscimo de 90% daquela comunidade na última década, tornando-a numa espécie em risco de extinção. Umas das principais causas do decréscimo do número de indivíduos deve-se à captura ilegal por mergulhadores” e, por isso, é urgente implementar medidas de proteção e conservação.
O objetivo é permitir “a recuperação das populações” das duas espécies de cavalos-marinhos registadas em Portugal: o cavalo-marinho de focinho comprido (Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho comum (Hippocampus hippocampus).
