Pirilampos em extinção

Pirilampos em extinção

 

Os pirilampos, de nome científico “Lampyris” ou lanterna em latim, são insetos que possuem bioluminescência, um fenómeno que se traduz pela emissão de luz visível aos nossos olhos por parte de um organismo vivo. Existem duas mil espécies de pirilampos em todo o mundo, sendo que 65 se encontram na Europa e 11 vivem entre Portugal e Espanha.
 
Uma equipa de biólogos da Universidade de Tufts, em Massachusetts (Estados Unidos), contou com a participação da União Internacional para a Conservação da Natureza, publicando um estudo na revista Bioscience, cujos resultados refletem as ameaças à existência de pirilampos.
 
Entre elas estão a poluição luminosa, química e a perda de habitat.
 
O excesso de luz artificial dificulta a comunicação entre os pirilampos e a sua reprodução. A lanterna dos insetos bioluminescentes não consegue competir com a luz artificial.
 
Os pesticidas matam caracóis e lesmas, as presas das quais os pirilampos se alimentam. Os pirilampos podem ser usados como bioindicadores da qualidade de um ambiente quanto à poluição química.
 
A degradação do seu habitat (pântanos, mangais, parques, florestas, campos agrícolas ou pastagens) é o principal fator para o seu desaparecimento.
 
As estratégias de conservação são escassas devido à falta de informação sobre este inseto.
 
Em 2018 foi criado o Grupo de Peritos em Pirilampos da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) para avaliar o estatuto de conservação e o risco de extinção destes insetos a nível mundial. O mesmo prevê publicar a revisão mundial das ameaças à extinção dos pirilampos.

 

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