E os golfinhos, como caçam?

O golfinho é um animal que, regra geral, é adorado ao redor do mundo. Contudo nunca se questiona como é que este animal se alimenta.
Num estudo feito à espécie, mais precisamente ao golfinho-nariz-de-garrafa comum, descobriu-se que este animal criou uma técnica de caça em anel. Em estudos feitos posteriormente, veio-se a perceber que é uma técnica comum a várias espécies.
O anel de lama consiste em movimentos fortes, por parte dos golfinhos, criando um tornado de lama à volta de cardumes. Os peixes que se encontram dentro do tornado tentam escapar por cima, que é onde o golfinho se encontra para se alimentar.
Além desta técnica existem mais, embora pouco utilizadas. As mesmas consistem em: alimentação em encostas (praias); kerplunking, ou seja, brincar com a comida; forrageamento cooperativo; e, por fim, esponja e descasque.
Alimentação em encostas: é uma técnica que consiste em atrair, a altas velocidades, os peixes para as encostas e, com um salto, apanhá-los. Contudo é uma técnica perigosa, visto que a maior parte dos mesmos poderão ficar encalhados.
Keerplunking: muitas vezes, o golfinho, é observado a bater uma barbatana ou a cauda fora de água, tal e qual como uma criança a brincar. Este mecanismo pode servir para atordoar as presas e lançá-las ao ar para as apanhar ou então para assustar os peixes, de forma que estes não se escondam.
Forrageamento cooperativo: esta técnica é usada em conjunto com o Homem. Nesta os golfinhos direcionam os cardumes para a costa, onde existem pescadores à espera. Assim há uma relação de benefício para ambas as espécies. Os pescadores fazem de barreira aos peixes, de forma que os golfinhos os consigam apanhar, sem terem de se atirar para a costa (alimentação em encostas) e, por outro lado, os pescadores apanham mais peixes porque lhes foi direcionado um cardume.
Esponjas e destaque: é uma técnica dita como “ferramenta do ofício”. Neste caso, as esponjas têm duas funções. Sendo uma de proteção para o focinho do predador, enquanto vasculha o fundo do mar e, a sua segunda função, é detetar presas mais pequenas, assustando-as, que naturalmente estariam fora do alcance do “radar” natural dos golfinhos.
