O funcionamento da orientação de voo dos pombos-correio

O funcionamento da orientação de voo dos pombos-correio

 

Os estudos sobre a orientação de voo dos pombos-correios têm vindo a ser feitos ao longo de 40 anos. Foi descoberto, já há algum tempo, que os mesmo precisam do olfato para conseguirem manter a sua rota. Contudo, o que ainda não tinha sido descoberto foi a sua natureza química.

Um estudo, que incorporou cientistas dos Institutos Max Planck de Química e de Comportamento Animal, e das Universidades Konstanz, Pisa e Mainz, tem vindo a descobrir como é feita a navegação a nível químico.

Neste estudo foram criados mapas de navegação olfativos para emissões marinhas, ar antropogénico misto e compostos biogénicos, de forma a estabelecer gradientes químicos navegáveis. Os cientistas, durante um ano (2017 a 2018) em Toscana, conseguiram fazer a medição de vários compostos orgânicos voláteis transportados pelo ar no aviário doméstico.

Alguns dos compostos medidos estão ao alcance do nosso olfato, como por exemplo o cheiro das árvores na floresta, o cheiro do mar, entre outros. Estes odores e mapas delineados, em conjunto com a velocidade e direção do vento, permitiram a conexão de produtos químicos.

O estudo permitiu concluir que há então a construção natural de um mapa olfativo que segue a orientação natural ambiental dos odores que permanecem ao longo de vários meses no aviário doméstico. É então um mecanismo que se assemelha a uma bússola natural, permitindo que os pombos consigam voltar a casa.

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