O papel da Hidroterapia na reabilitação

O papel da Hidroterapia na reabilitação

 

A hidroterapia significa o tratamento através da água e, apesar de existirem várias modalidades ou tipos de hidroterapia, os mais frequentemente aplicáveis são a natação e a passadeira aquática.

Os exercícios dentro de água são menos dolorosos do que no solo, devido ao efeito de suporte que a força de impulsão confere. Por este motivo, alguns movimentos que são impossíveis de realizar no solo, podem ser executados dentro de água. A hidroterapia permite igualmente a utilização de outras técnicas de fisioterapia tais como a massagem, a mobilização e o alongamento passivos.

Está indicada em situações pós-operatórias de fraturas, osteocondrite dissecante, rutura do ligamento cruzado cranial, artroplastia da anca, na reabilitação neurológica como nos casos de pós-cirúrgico da doença do disco intervertebral, mielopatia degenerativa e mielopatia fibrocartilaginea, assim como na displasia da anca, espondilose e artrite, em que o fortalecimento muscular é necessário.

Permite o aumento da força muscular, flexibilidade, mobilidade, equilíbrio, coordenação, manutenção da postura, assim como constitui um bom estímulo sensorial e de auto perceção.

Os objetivos do plano de tratamento devem ser referidos assim como medir objetivamente a evolução do tratamento, utilizando para tal vídeos para avaliar a marcha, escalas de claudicação, goniómetro, fazer medição da perimetria dos membros e plataformas de força.

Existem vários tipos de hidroterapia: banho de contrastes (temperatura), duche, natação, hidroginástica e passadeira aquática.

Há que ter em conta, antes de recomendar a hidroterapia o temperamento do animal, o seu contacto prévio com a água, o estado clínico do mesmo, saber se apresenta problemas otológicos, assim como avaliar a frequência cardíaca e respiratória antes do tratamento.

É necessário estar atento aos sinais de fadiga ou de stress do cão observados na natação, como são por exemplo o puxar o queixo para baixo, o aplanar as orelhas, o procurar as margens da piscina, assim como a respiração de esforço e a perda do ritmo da marcha, na passadeira aquática.

Está contraindicado a hidroterapia em cães que apresentam problemas respiratórios ou cardíacos, com infeções, feridas abertas ou na presença de drenos, incontinência urinária e fecal, distúrbio gastrointestinal ativo e epilepsia ou hidrofobia.

Em suma é um complemento eficiente no tratamento em fisioterapia não dispensando, no entanto, os fitoterapêuticos.