Urolitíase

Urolitíase

 

Alguns minerais urinários precipitam e formam cristais, que se podem agregar e formar urólitos ou cálculos. Os urólitos contêm uma matriz orgânica pouco variável entre os urólitos e vários compostos minerais que variam dependendo do tipo de urólito.

Urolitíase é definida pela presença de cálculos no trato urinário. Os urólitos podem desenvolver-se no rim, ureter, bexiga ou uretra e são denominados por nefrólitos, ureterólitos, urocistolitos e uretrólitos, respetivamente.

O tipo de minerais presentes nos urólitos é identificado por cristalografia ótica, espectroscopia infravermelha e difração de raios X.

A variação nas características da urina ao longo do tempo pode resultar em vários tipos de cristais dentro de um único urólito. Nestes casos, o núcleo do urólito corresponde às condições que estavam presentes quando o urólito se formou inicialmente e as camadas externas correspondem a características mais recentes. Estas condições urinárias podem ser afetadas por infeções, dieta, absorção intestinal, volume urinário, frequência de micção, agentes terapêuticos e genética.

Os sinais clínicos associados à urolitíase são causados por urólitos no trato urinário inferior que interferem no fluxo de urina e irritam a superfície da mucosa levando a disúria, hematúria e estrangúria. Os nefrólitos geralmente são assintomáticos, exceto quando existe pielonefrite concomitante.

A palpação abdominal pode ajudar a detetar urocistolitos. Os cálculos uretrais podem ser detetados por palpação retal ou pela passagem de uma algália. Como múltiplos urólitos podem estar presentes em todo o trato urinário, há indicação para a realização de um exame radiográfico completo do trato urinário, sendo que os cálculos radiodensos com mais de 3 mm de diâmetro geralmente são visíveis nas radiografias. Urólitos de urato e, ocasionalmente, cistina podem ser radiolúcidos, exigindo radiografia de contraste ou ecografia para confirmar sua presença. Deve também ser feito uma urianálise, incluindo a identificação de cristais no exame microscópico de urina fresca, cultura bacteriana e teste de sensibilidade a antibióticos.

Os urólitos caninos mais comuns são de estruvite, oxalato de cálcio ou urato. Os menos comuns incluem cistina, sílica, fosfato de cálcio e xantina.

O protocolo de tratamento adequado depende da localização do urólito e da sua composição química, bem como de fatores específicos do paciente.

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