Plano de vacinação versus qualidade do colostro

Para qualquer tipo de animal sabemos que o máximo de ingestão de colostro não é o suficiente para uma boa imunidade dos neonatais, mas também uma boa qualidade do colostro. E dentro da ingestão do mesmo, não só é importante a forma como gerimos o maneio do mesmo, mas também a sua origem. Ou seja, como é produzido e como podemos aumentar a qualidade do mesmo.
O desenvolvimento de anticorpos que enriquece o colostro é adquirido pelas vacas com a sua exposição ao agente, seja no dia a dia ou devido a uma doença, de forma que, se contraírem a doença de novo, o seu organismo consiga combatê-la. Contudo, esses anticorpos também são adquiridos através das vacinas, que obriga a exposição do animal ao agente.
A transferência destes anticorpos da mãe para o colostro inicia-se 5 semanas antes do nascimento do bezerro e termina um ou dois dias antes do parto. Mas e se conseguíssemos que os níveis de anticorpos estejam mais altos semanas antes do parto? Uma vacina antidiarreica na altura de secagem anual ou mesmo antes da mesma pode fazer com que haja um aumento eficaz dos níveis de anticorpos.
Um estudo recente realizado pela Elanco conseguiu demonstrar essa eficácia do aumento dos anticorpos maternais, no colostro. Neste estudo houve a administração de uma vacina antigripal oito a nove semanas pré-parto e uma segunda dose quatro semanas depois. Nos resultados deste estudo estava indicado que os animais vacinados tinham níveis mais elevados de anticorpos para o coronavírus e rotavírus bovino, do que os não vacinados.
Assim, efetivamente conseguimos concluir que poderemos, através da mãe, melhorar a qualidade do colostro, sabendo como melhorar o maneio. Contudo, a empresa quis ir mais longe e tentou perceber outras formas de melhorar ainda mais a qualidade não só do colostro, mas também do leite. Estas englobem a sua temperatura, a higienização com que é feita a ordenha e ordem de utilização, relacionado com o leite que usamos para dar aos vitelos.
