12 Desejos, 12 Passas Para Mim e Para o Meu Cão

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A intoxicação por uvas ou uvas passas é algo que acontece bastante nos dias de hoje, apesar da sua fisiopatologia não ser muito conhecida. Pode acontecer quer com doses de ingestão altas, quer com doses baixas, de qualquer parte da uva, mesmo que descascadas.

Alguns cães podem apresentar reações mais graves que outros, podendo, por vezes, passar despercebida o tempo suficiente para que o tutor não note de imediato as alterações e piore o prognóstico do animal.

Os principais sinais clínicos são anorexia, letargia, vómitos e diarreias algumas horas após a ingestão; flacidez do abdómen, desidratação, polidpsia e poluiria ou, contrariamente, oligúria ou anúria.

É bastante importante um diagnóstico precoce, para que se possa atuar a tempo e diminuir a probabilidade de morte do animal, sendo que rapidamente desenvolve uma lesão renal aguda. Consequentemente, esta patologia pode progredir de forma bastante negativa – morte do animal – ou, evoluir para doença renal crónica (estadiamento IRIS) a qual pode ser bem controlada para o resto da vida do animal.

O tratamento inclui fluidoterapia intravenosa agressiva (de forma a repor a volemia, alterações ácido-base e equilíbrio hidroeletroliticos), antieméticos (diminuindo os vómitos e controlando possíveis alterações sistémicas), com monitorização da pressão arterial e do débito urinário. Adicionalmente, em situações bastante graves, podemos partir para hemodiálise ou diálise peritoneal.

Em suma, é de extrema importância lembrar que as uvas passas não são alimentos para cães, especialmente em situações mais festivas como a passagem de ano – ainda que sejam bastante comuns.

Bibliografia
Justino Lee, “Toxicidade de uvas em cães”, Vetgirl Veterinary CE [blog];
Os cães podem comer uvas ou passas?. [Purina, Nestlé]