Dermatofitoses zoonóticas

Dermatofitoses zoonóticas

Estamos na altura de começarem os estágios curriculares e no início da prática clínica devemos estar alerta para o contágio com doenças zoonóticos, sendo as mais comuns de contrair as doenças de pele. Existe uma em particular que muitas vezes é descartada e só é detectada já em fase mais avançada, sendo esta a dermatofitose.

As dermatofitoses são infeções fúngicas causadas por dermatófitos e que geralmente ocorre na transmissão de animais para pessoas. São comummente designadas por tinhas e a sua infeção ocorre com maior frequência em organismos imunodeprimidos.
Apresentam-se sob a forma de infeção dos tecidos queratinizados, como a pele, unhas e pêlos.

São causadas por fungos do género Microsporum spp, Epidermophyton spp e Tricophyton spp, que usam a queratina como nutriente para sobreviverem. A doença pode ser contraída através da forma direta em contacto com animais infetados ou pela exposição aos esporos fúngicos.

Tanto nos seres humanos como nos animais, esta doença manifesta-se através de lesões cutâneas dolorosas e avermelhadas, geralmente em formato de moeda. Para diagnosticar esta patologia, pode testar-se através de fluorescência à lâmpada de Wood que ocorre em alguns tipos de fungos e fazer o diagnóstico definitivo através de DTM que é um meio de cultura próprio para dermatófitos, que quando presentes invertem o pH do meio alterando a cor do mesmo.

O tratamento é feito através de antifúngicos tópicos e caso a infeção já esteja bastante dissipada, recorre-se também a antifúngico orais.

Bibliografia
Andrade, V. e Rossi, G., (2019). Dermatofitose em animais de companhia e sua importância para a saúde pública – Revisão de Literatura. Revista Brasileira de Higiene e Sanidade Animal.
Segal, E. and Elad, D., (2021). Human and Zoonotic Dermatophytoses: Epidemiological Aspects. Frontiers in Microbiology