Rinite/ Rinossinusite no gato

A rinite surge principalmente em animais mais jovens, embora passa surgir em todas as idades. Apresenta sintomatologia continua ou intermitente há mais de 4 semanas. Não se conhece bem a etiologia, mas acredita-se que seja multifatorial.
Os animais apresentam espirros, ruídos respiratórios, anorexia, corrimento nasal, dor à palpação facial e à abertura da boca, possível deformidade nasal e, raramente, linfonodos alterados.
Realizam-se como exames complementares hemograma, bioquímica e analise de urina tipo II para que seja possível conhecer o estado sistémico do animal. Na presença de epistaxis, realizar provas de coagulação e medição da pressão arterial. Recorremos ainda a métodos imagiológicos como a radiografia com possível aumento da densidade, tomografia e rinoscopia para biopsia ou terapia. A lavagem nasal pode permitir a recolha de material para serologia e cultura, de modo a conhecer os agentes causadores da rinite.
A nível do tratamento, recorre-se à utilização de antibioterapia pelo menos 6-8 semanas de modo a evitar lise óssea secundária a infeções bacterianas. Deve começar-se de forma empírica e, depois dos resultados do antibiograma, continuar ou alterar o tratamento conforme a sensibilidade. Também os anti-inflamatórios reduzem o quadro clínico, muitas vezes em conjunto com antivíricos que, embora pouco eficazes, podem ajudar na resolução dos sinais. Os antifúngicos, devido à sua hepatotoxicidade, so devem ser utilizados na confirmação de um fungo presente. Ainda podemos realizar nebulizações e lavagens nasais.
O prognostico é reservado já que a etiologia dificilmente é encontrada, impossibilitando a cura desta patologia.
Bibliografia
Adaptado de apontamentos gentilmente cedidos pelos meus professores para a cadeira de IEAC
