Ressonância magnética em cães

Ressonância magnética em cães: indicações frequentes

O aparecimento da ressonância magnética implicou um avanço importante no diagnóstico de múltiplas patologias. No entanto, é essencial salientar que esta técnica também tem limitações e, portanto, devem ser conhecidas as suas indicações, uma vez que, uma utilização inadequada pode trazer consequências não benéficas ao animal, para além dos custos associados serem bastante elevados.

Princípios básicos da ressonância magnética
A ressonância magnética é uma técnica que permite obter imagens anatómicas tomográficas com excelente qualidade, em qualquer plano. Esta técnica tem também a vantagem de não recorrer à utilização de radiações ionizantes, uma vez que, as imagens são geradas a partir da interação entre os protões dos átomos de hidrogénio existentes nos tecidos e as ondas de radiofrequência, quando a área em estudo é exposta a um campo magnético.
A imagem dos diferentes órgãos irá depender da densidade de protões de cada tecido.

Indicações da ressonância magnética em cães
Atualmente, a ressonância magnética em cães é utilizada em várias áreas, no entanto, inicialmente era utilizada no diagnóstico neurológico. Uma vez que, na maioria dos casos o animal necessita de ser encaminhado para um centro especializado, bem como ser anestesiado é recomendável que o diagnóstico seja feito, sempre que possível, com recurso a outras técnicas, devido aos elevados custos associados.
A ressonância magnética deve ser realizada em cães para:
• Avaliar doente com quadros neurológicos centrais, doenças medulares e da coluna vertebral
• Neoplasias
• Doenças orbitais ou do nervo ótico
• Avaliação da bolha timpânica
• Doenças musculoesqueléticas
• Cardiologia

Conclusões
É possível concluir que apesar da ressonância magnética ser um meio de diagnóstico potente, tem as suas limitações e só deve ser utilizada, quando não existem outras técnicas eficazes disponíveis.

Bibliografia
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