Operação de resgate dos Linces ibéricos de Silves envolveu 70 pessoas

Operação de resgate dos Linces ibéricos de Silves envolveu 70 pessoas

 

No Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico encontravam-se 29 animais que tiveram de ser evacuados devido ao incêndio na Serra de Monchique e Silves. A operação envolveu 70 pessoas, que levaram os animais para os três centros de recuperação em Espanha. Esta operação foi essencial para a sobrevivência dos animais e para a continuidade da recuperação, reprodução e conservação da espécie. O fogo acabou por atingir o centro, tendo os animais sido retirados a tempo. Após serem capturados, os linces passaram a noite na Escola EB 2,3 Jacinto Correia de Lagoa, antes de terem sido transportados para os Centros de Cria de El Acebuche, La Olivilla e Zarza de Granadilla. Entre as 70 pessoas que se encontraram envolvidas na operação encontraram-se profissionais do ICNF, vigilantes da natureza, técnicos especialistas em fogo, técnicos especialistas em fauna selvagem, veterinários e a equipa do CNRLI. Também estiveram presentes membros da GNR, fuzileiros da marinha, a DGAV, a DRAP Algarve, bem como técnicos dos centros espanhóis. Neste momento estão a ser avaliados os danos causados no centro em Silves para que a sua recuperação seja efetuada com brevidade de forma a trazer os animais de volta e dar continuidade ao projeto.
O lince-ibérico é uma espécie classificada como “em perigo de extinção” desde 22 de Junho de 2015, sendo que existem programas tanto em Portugal como em Espanha que promovem a reprodução e conservação desta espécie. Graças a este trabalho, o número de animais subiu de 100 espécimes no início do século XXI para 547 linces-ibéricos na atualidade. O CNRLI, localizado em Silves, é o único centro de reprodução do lince-ibérico em Portugal. O grande objetivo do centro é assegurar a reprodução, obtendo crias saudáveis que são colocadas em cercados com cerca de 1000 metros quadrados, para que estas fiquem preparadas para viver em liberdade. Estas são vigiadas até poderem ser soltas na natureza para reintroduzir a espécie em Portugal nos locais de onde se extinguiram, como na região de Mértola e Serpa.

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