Desmite dos ramos do ligamento suspensor do boleto (LSB)

Patologias do LSB são comuns em equinos de deporto, principalmente em solos macios, devido a sobrecargas do mesmo. Osteoartrite da articulação do boleto e fraturas na falange proximal são exemplos de possíveis doenças concomitantes. Quando a lesão ocorre, a matriz do ligamento rotura e dá início a uma hemorragia seguida de uma inflamação com aumento do fluxo sanguíneo, desenvolvimento de edema e recrutamento de células inflamatórias. Numa fase posterior, o ligamento irá apresentar fibrilhas mais finas e menos rígidas que se cruzam entre si, tornando o ligamento mais rígido e menos elástico.
Os sinais clínicos são o calor, aumento do ramo, dor à palpação ou à flexão passiva e distensão da cápsula articular do boleto.
O diagnóstico é realizado através de sinais clínicos, ecografia – distensão e alteração da forma do ligamento, áreas de hipoecogenecidade e presença de fluído –, palpação, testes de flexão/extensão e bloqueios anestésicos. Diagnósticos diferenciais poderão ser a fratura do metacarpo III, tendinite ou rutura do LSB.
O tratamento numa fase aguda exige restrição do exercício, bandagens, crioterapia, anti-inflamatórios sistémicos e ferragens ortopédicas com um apoio adicional nos talões – redução da pressão no ligamento. Técnicas de medicina regenerativa – fatores de crescimento e células estaminais – também poderão ser usadas. Lesões ao nível dos ligamentos são de resolução lenta, pudendo demorar 18 meses até total regeneração e um acompanhamento ecográfico periódico da lesão é importante. Este será útil para avaliar a eficácia do tratamento e auxiliar na decisão de quando é que o animal estará apto para recomeçar o trabalho.
