Burro mirandês em contra-relógio

Miguel Quaresma, médico veterinário da UTAD, dedicou a sua tese de doutoramento à análise da demografia e reprodução destes asininos, de forma a prever o futuro para a raça. Segundo o veterinário, o abandono progressivo da criação destes animais permite concluir que a raça está em perigo de extinção.
O estudo realizado estima uma população reprodutiva de cerca de 600 animais, estando, na sua maioria, envelhecidos. Foi possível observar também que menos de metade das fêmeas já pariram alguma vez, e muitas das que pariram apenas o fizeram uma vez. A mortalidade das crias é também elevada, principalmente dos machos.
Em suma, fatores como a consanguinidade, baixa taxa de reprodução e contribuição desigual dos diferentes criadores para a genética populacional, estão a ser determinantes para a redução desta raça autóctone.
Algumas das soluções apresentadas são a utilização de um maior número de machos para a reprodução, criação de políticas de estímulo a criadores e ainda por criar condições alternativas para o uso destes animais, desde asinoterapia, turismo ou produção de leite de burra.
