Teste californiano para deteção de mastites

Teste californiano para deteção de mastites

 

A mastite é uma das patologias mais comuns e problemáticas em vacas leiteiras. Esta patologia está relacionada com perdas de produção, decréscimo da qualidade do leite, tratamentos com custos elevados e problemas para a saúde pública. Esta afeção pode apresentar a forma clínica (mastite clínica) no caso de existirem manifestações evidentes no úbere e/ou no leite, as quais podem assumir distintos estádios de severidade; e a forma subclínica, no caso de não ser possível observar quaisquer sinais clínicos de inflamação nem de alteração da aparência normal do leite.
Na Mastite Clínica, para além de se observarem lesões no úbere o diagnóstico mais comum é realizado a partir do Teste Californiano para Mastites (TCM). O TCM deteta, qualitativamente, a quantidade de células somáticas que estão presentes no leite. O reagente do TCM tem uma ação detergente que causa a lise das células e a gelificação do DNA livre, sendo possível, pela observação da consistência, estimar a quantidade de células presentes no leite. Este teste, consoante a quantidade de células somáticas pode ser classificado, como: negativo, vestigial, +1, +2, +3

 

(Tabela 1)

 

O número de células somáticas aumenta devido a um aumento de leucócitos, resultantes da reação inflamatória no úbere como resposta à infeção, ou a uma descamação celular existente no interior da glândula mamária.
A causa de Mastite é a infeção por bactérias que poderão estar no meio ambiente ou que estão alojadas nos sistemas de ordenha. Por isso, é muito importante apostar numa boa limpeza e desinfeção das instalações pecuárias.´

 

MORONI, P. et al. (2018) ‘Diseases of the Teats and Udder’, in Rebhun’s Diseases of Dairy Cattle. 3rd edn. Elsevier Inc.