Câmara Hiperbárica na Medicina Veterinária

Câmara Hiperbárica na Medicina Veterinária

A câmara hiperbárica é uma câmara pressurizada em que o animal fica exposto a uma pressão superior à do nível do mar, fazendo assim com que esteja sujeito a um ambiente com 100% de oxigénio.
Considera-se que é possível obter resultados terapêuticos com pressões superiores a 1,4 ATA, mas é importante salientar que também existe uma dose máxima, a partir da qual o oxigénio se torna tóxico.
Existem três tipos de câmaras, sendo que a de uso veterinário pertence à classe C, em que o animal inala diretamente o oxigénio. Esta terapia é baseada nos princípios físicos de efeito mecânico da pressão e o aumento da oxigenação tecidular ocorre no organismo de duas formas: ligado à hemoglobina ou em suspensão no plasma sanguíneo.

No ambiente hiperbárico consegue-se a dissolução de grandes quantidades de oxigénio no plasma sanguíneo e assim aumentam-se os níveis de oxigénio que chegam aos tecidos, promovendo a epitelização tecidular, angiogénese, morte bacteriana, diminuição da inflamação, regulação das células imunitárias, deposição de colagénio, multiplicação dos fibroblastos e vasoconstrição.
Tendo em conta estes efeitos, pode ser utilizada como tratamento primário ou como tratamento adjuvante. Este método é eficaz em situações de embolia gasosa, doença descompressiva, anemias, osteomielites, isquemias ou lesões traumáticas, infeções, feridas necróticas e queimaduras, entre outros.
Existem complicações e efeitos secundários associadas ao uso desta terapia pois, a toxicidade do oxigénio pode ter efeitos na visão e provocar convulsões, síndrome descompressivo e barotrauma.

Bibliografia
Memar, M. Y., Yekani, M., Alizadeh, N., & Baghi, H. B. (2019). Hyperbaric oxygen therapy: Antimicrobial mechanisms and clinical application for infections. Biomedicine & Pharmacotherapy, 109, 440–447 (j.biopha.2018.10.142)
Coelho, T. (2020). A oxigenoterapia hiperbárica no cão e no gato em Portugal. [Ver Mais];