Maneio de Avestruzes e Emas

Maneio de Avestruzes e Emas

Avestruzes e Emas são animais habituados a viver em manada, e devem, por isso, ser mantidos em grupos, com exceção da altura de reprodução em que os machos se tornam muito territoriais; já as emas são comumente mantidas aos pares.

Na natureza, tendem a evitar contacto direto com outros animais e em caso de perigo têm tendência a fugir – isto deve ser reproduzido em ambientes de explorações, com bastante espaço e estruturas que permitam o comportamento de fuga e as abriguem do vento e chuva (não esquecer que estes são animais muito sensíveis a temperaturas frias e condições meteorológicas de chuva/neve). Tudo o que sirva de barreira, como redes, deve ser bem visível pois nestes momentos de fuga podem ficar presas.

Ao contrário da crença comum, as avestruzes não enterram a cabeça na areia. Ao sentir eminência de perigo, deitam-se e pressionam o pescoço comprido contra o chão, numa tentativa de se tornarem menos visíveis. As penas misturam-se bem com o solo arenoso e, à distância, a aparência é de que enterraram a cabeça na areia.
As patas deste animal têm força suficiente para matar um predador como o leão, daí que a aproximação humana deve ser feita por trás ou pelos lados, de forma calma, com cuidados acrescidos na zona do pescoço, patas e asas vestigiais. Outro cuidado que se deve sempre ter é, ao conter o animal, não interferir com a respiração.
Formas de contenção: baixar a cabeça do animal rapidamente em direção ao chão (previne pontapés); colocá-las às escuras, por exemplo com a utilização de um capuz: faz com que fiquem mais calmas. Esta é uma técnica que funciona muito bem nas avestruzes, mas noutras espécies de ratites é bastante imprevisível. Caso seja necessário, a anestesia pode ser utilizada nestes animais entre 12 a 24 horas, podendo ser realizada através de dardos.

Em relação à alimentação, as avestruzes comem tipicamente plantas, raízes e sementes, sendo quase exclusivamente vegetarianas e grazers seletivas com uma utilização de fibra muito eficiente na fermentação pós-gástrica microbiana. Podem alimentar-se, apesar de raramente o fazerem, de insetos e pequenos invertebrados. Sendo aves habituadas a ambientes áridos e muito secos, são capazes de não ingerir água, contudo isto vai afetar o seu crescimento e reprodução. Em explorações são fornecidas rações com alto teor de fibra e vegetação de alta qualidade.
Por outro lado, as Emas são animais omnívoros, com um comportamento altamente seletivo de alimentos muito nutritivos. Pela sua natureza curiosa e pescoços longos, há predisposição para várias intoxicações por pesticidas/inseticidas, como por exemplo anticoagulantes. Há também muitas intoxicações causadas por anti-paratiários, antibióticos e até mesmo anti-fúngicos.

É também comum a intoxicação por selénio, devido a excessos de suplementações, o que resulta numa taxa de mortalidade elevada, quer em avestruzes, quer em emas.
De realçar ainda que a salsa lhes causa fotossensibilidade; o abacate está associado a problemas cardíacos; as bolotas provocam a enterites e toxicidade por Clostridium botulinum associado a paralisias.

Bibliografia
National Geographic. “Ostrich | National Geographic.” Animals, 11 Nov. 2010, [Ver mais];
R Eric Miller, and Murray E Fowler. Fowler’s Zoo and Wild Animal Medicine. Volume 8. St. Louis (Mo.), Elsevier/Saunders, Cop, 2015.